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8M: Dia Internacional da Mulher

Oficializado pela Organização das Nações Unidas, em 1975, o Dia Internacional da Mulher é comemorado desde o início do século 20.


No mundo inteiro, esta data é comemorada em homenagem às mulheres, mas muitas vezes é, e apenas, celebrada de forma "comercial".


As vendas nas floristas multiplicam-se nos dias que antecedem a data, já que, geralmente, os homens costumam presentear as mulheres com flores. Apesar de muitas de nós gostarmos de flores e agradecermos um presente, podemos todas concordar que preferíamos viver num mundo em que ser mulher não fosse considerado ser um ser humano de segunda categoria. Seria muito melhor receber flores numa realidade em que tínhamos os mesmos direitos que os homens.


"Gostamos de flores, mas queremos direitos."


O 8 de Março não foi criado por razões comerciais - tem, na verdade, raízes históricas muito profundas e sérias, que pouca gente sabe.


Alguns acreditam que o que deu origem ao 8M foi a greve das mulheres que trabalhavam em Nova York na Triangle Shirtwaist Company e, consequentemente, ao incêndio que ocorreu em 1911, que matou 129 mulheres.

Já outros, defendem que esta data surgiu na Revolução Russa. No dia 8 de Março de 1917, 90 mil operárias russas percorreram as ruas reivindicando melhores condições de trabalho e de vida, ao mesmo tempo que se manifestavam contra as ações do Czar Nicolau II, contra a fome e a Primeira Guerra Mundial.


Uma coisa é certa: este dia surgiu devido aos protestos de mulheres operárias que se cansaram de lhes serem negados direitos básicos, direitos que eram de homens, mas que também lhes pertenciam a elas.


Esse dia tem uma importância histórica porque nos faz pensar em problemas que não foram resolvidos até hoje. A desigualdade de género permanece até hoje. As condições de trabalho ainda são piores para as mulheres, ainda existe uma grande diferença salarial entre homens e mulheres. E não só na vida profissional. As vivências pessoais das mulheres são completamente diferentes - e piores - das dos homens: desde a violência ao femicídio, aos abusos, ao slut shaming, à pressão de se apresentar e comportar de determinada maneira para ser uma "mulher de respeito", ao body shaming, e tantas outras.


O 8 de Março deve ser visto como uma celebração do movimento que levou à conquista dos direitos que temos actualmente mas principalmente, para nos relembrar que o nosso trabalho ainda não acabou! É urgente continuar a discutir as discriminações, as desigualdades e todas as violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres. As estatísticas falam por si. A nossa sociedade é misógina e existe, de facto, uma cultura de anulação da mulher. É uma data para reivindicar igualdade de género.

Há muita coisa que se conquistou e hoje, em dia, é muito mais "fácil" ser mulher que há uns anos atrás, mas não se esqueçam que isto só aconteceu porque começamos a usar as nossas vozes.


O 8 de Março é um dia de luta e é um dia de celebração. É um dia de memória por todas aquelas que lutaram antes de nós.


Amanhã é o Dia Internacional da Mulher e para o começarmos a celebrar, aqui estão algumas fotos de mulheres em protestos que nos inspiram:



Ser mulher é (também e entre tantas outras coisas) isto.

É ser luta.

É SER REVOLUÇÃO.


Com amor,


As vossas Ninas


Orgulhosamente Mulheres.

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