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Desigualdade salarial - (mais) uma evidência que não existe igualdade de género

Atualizado: Fev 10

Hoje, dia 10 de Novembro, marca o dia nacional da igualdade salarial.


A partir de hoje, até ao final do ano, as mulheres, em Portugal, trabalham sem receber.



Os dados estatísticos, quer nacionais, quer internacionais, demonstram que continuam a existir discriminações e desigualdades complexas e persistentes no mercado de trabalho. Portugal tem uma das maiores diferenças salariais entre homem e mulher no mundo!


Em Portugal, as mulheres recebem, em média, menos de 14,4% que os homens, ou seja, 149 euros a menos que os homens. A disparidade salarial entre homens e mulheres reflete-se em:

- remuneração inferior à hora para as mulheres;

- menos horas de trabalho em atividades remuneradas;

- taxas de emprego inferiores (por exemplo, por existir a possibilidade de interromperem a sua carreira para se dedicarem aos filhos ou a familiares).


Porque é que isto acontece?


- Os cargos de gestão e supervisão são maioritariamente ocupados por homens. Os homens são promovidos mais frequentemente do que as mulheres e, por conseguinte, mais bem remunerados. Apenas 37% das empresas têm mulheres em cargo de gerência ou diretoria. Apenas 10% das empresas têm mulheres em cargos executivos.


- As mulheres são responsáveis por 74% do trabalho doméstico e pelo cuidado de crianças ou de familiares, em muito maior percentagem do que os homens. Os homens que trabalham despendem em média 9 horas por semana na prestação de cuidados não remunerados e na realização de tarefas domésticas, enquanto as mulheres que trabalham dedicam 22 horas ao mesmo, ou seja, praticamente 4 horas diárias. No mercado de trabalho, tal reflete-se no facto de mais de 1 em 3 mulheres reduzirem o seu número de horas pagas a um regime de tempo parcial, embora apenas 1 em 10 homens faça o mesmo. Portugal é um dos países onde mais trabalhadoras têm a seu cargo dependentes, sejam eles crianças, idosos ou pessoas com incapacidade.


- As mulheres tendem a afastar-se periodicamente do mercado de trabalho com maior frequência do que os homens. Estas interrupções de carreira afetam não só a remuneração à hora, mas também os futuros rendimentos e reformas.


- A maternidade continua a existir como um fator decisivo na carreira das mulheres. A nível global as mulheres são cada vez mais prejudicadas no trabalho pela maternidade. Podem até perder oportunidades de emprego devido a este factor. Contrariamente, os homens que são pais tendem a receber melhores salários do que aqueles que não têm filhos.


- Segregação na educação e no mercado de trabalho. As mulheres estudam, em média, um ano e meio a mais do que os homens. Ainda assim, quanto maior a escolaridade, maior a diferença salarial. Em alguns países, as profissões predominantemente exercidas por mulheres, como o ensino ou as vendas, proporcionam salários inferiores aos conferidos por profissões predominantemente exercidas por homens, ainda que requeiram o mesmo nível de experiência e de formação.

A discriminação salarial, embora seja ilegal, continua a contribuir para as disparidades salariais entre mulheres e homens.


Hoje sabemos muito mais e também sabemos o que é preciso fazer para construir um futuro onde exista igualdade no mundo do trabalho. Alguns exemplos disso são:


- Contratar mulheres para cargos influentes! As equipas de recursos humanos das empresas devem lutar por um quadro de candidatos que represente os dois géneros. As empresas devem criar um ambiente de trabalho em que as mulheres sejam contratadas para cargos altos o suficiente para mudar a cultura.


- Reconhecer o bom trabalho das mulheres nas empresas, através da atribuição de bónus, prémios de reconhecimento, aumentos ou promoções.


- Estar atualizado em relação ao mercado salarial e às desigualdades é extremamente importante!

Tanto homens como mulheres, é importante saberem se os salários de sua empresa estão de acordo com o mercado.


A desigualdade de género é algo evidente em diferentes contextos na nossa sociedade. A disparidade salarial entre homens e mulheres é só mais uma prova que em 2020, a igualdade de género ainda não existe. Por isso, a Ninas reafirma o papel do feminismo! O feminismo tem um papel extremamente importante para resolver estas questões.



A mensagem da Ninas de hoje é: trabalho igual, salário igual! Comentem na nossa publicação no Instagram a tua opinião!


Com amor,

As vossas Ninas

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