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Um passo atrás: restrições na Polónia tornam quase impossível o aborto

A Ninas está solidária com as nossas irmãs polonesas. Não ficaremos caladas perante este atentado à liberdade de ser e escolher. Juntas! Uma por todas, todas por uma!


Afinal, o que está a acontecer na Polónia?



O tribunal constitucional na Polónia decidiu nesta quinta-feira, dia 22 de Outubro de 2020, que a realização de abortos por anormalidade fetal viola a Constituição. A decisão significa uma proibição quase total da interrupção da gravidez num país que tem uma das leis abortivas mais rigorosas.


Neste momento, o aborto só é permitido na Polónia em caso de violação, incesto ou se a gravidez apresentar uma ameaça à vida da mulher.


O veredicto do tribunal constitucional vai de encontro às posições do episcopado católico romano da Polónia e do partido governista de direita Lei e Justiça (PiS).


Estima-se que cerca de 200 mil interrupções da gravidez são realizados ilegalmente por ano, dentro ou fora da Polónia. As interrupções de gravidez ilegais são o principal motivo de morte de mulheres em período de gestação no mundo.


Restringir as leis abortivas não faz com que os abortos deixem de acontecer, só os torna mais perigosos para a mulher e para a sua saúde!


"Eliminar as razões para quase todos os abortos legais é praticamente igual a bani-los e violar os direitos humanos", afirmou a comissária dos Direitos Humanos do Conselho da Europa, Dunja Mijatovic, num comunicado.



Em Portugal, ainda este ano, foi também apresentada uma moção que propunha a remoção dos ovárias às mulheres que abortassem. Parece surreal que, em pleno 2020, os direitos humanos - os direitos das mulheres - estejam a ser postos em causa de forma tão desumana. E ainda há quem nos pergunte, se "o feminismo ainda é necessário nos dias de hoje". Aqui está a resposta.


A Ninas defende a pro-choice. O aborto é um direito!


"Se o corpo é meu, a escolha tem de ser minha."


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As vossas Ninas









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